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O Senhor abençoa a pessoa generosa

O Senhor abençoa a pessoa generosa

Caríssimos, todos nós somos chamados a ser dizimista: o Papa, os bispos, os padres, os religiosos e religiosas, todas as lideranças, enfim, todos os fiéis: pois, todos somos Filhos amados de Deus. SEJAMOS DIZIMISTAS!

Queridos irmãos e irmãs, saudações em Cristo Jesus! Neste mês de julho, dedicado ao Dízimo, vamos refletir um pouco a importância de a pessoa SER DIZIMISTA. A devolução do dízimo precisa ser algo fundamental, em nossas vidas. Pois, é o reconhecimento de nossa pertença a Deus. Tudo o que somos e temos, pertence a Ele. É gratidão à Deus pelas bênçãos em nossas vidas. É viver a verdadeira intimidade com Deus.

A devolução do Dízimo é muito antiga na História Bíblica. Vamos relembrar o contexto do encontro de Abraão com o sacerdote Melquisedec: “Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho; ele era sacerdote do Deus altíssimo. Ele pronunciou esta bênção: ‘Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo que criou o céu e a terra, e bendito seja Deus altíssimo que entregou teus inimigos entre tuas mãos.’ Abraão lhe deu o dízimo de tudo”, (Gn. 14, 18-20). Lembremos que Abraão foi um homem escolhido por Deus, deixou tudo, sua terra, parentes, amigos e foi para onde Deus indicou. Mesmo assim, Abraão, nunca deixou de devolver e ser grato a Deus por tudo o que Ele realizou na sua vida. Dízimo é o reconhecimento da graça e bênção de Deus nas nossas vidas. Para responder a esse compromisso, precisamos ser íntimos de Deus. Do contrário, nunca vamos reconhecer Sua bênção e graça em nós. O meu egoísmo, a minha vaidade vai falar mais forte: Eu consegui, eu posso. Eu sou bom. Eu sou competente.
Eu sou sábio!

Logo, ficarei bem distante de minha intimidade com Deus. Não conseguirei Ser Dizimista, por não reconhecer a grandeza de Deus na minha vida.

Às vezes nós pensamos: “Ah! Eu já dou meu tempo ajudando na Igreja, nos serviços pastorais… Logo, não preciso ser dizimista!” Uma coisa é o meu serviço pastoral na Igreja, outra coisa é o Ser Dizimista. Outros pensam: Ah! Eu já dou a minha oferta em todas as missas, não preciso ser dizimista! Uma cousa é a sua oferta, outra é o Ser Dizimista! Outros: Ah! Eu já ajudo tal instituição de caridade! Mais uma vez: uma coisa é Ser Dizimista, outra é ajudar uma instituição de caridade. Lembre-se, seja sempre dizimista. Todas as propostas anteriores não substituem o Ser Dizimista. Se você quer fazer caridade, quer fazer oferta, isto não faz parte do Dízimo.

Muitas vezes a oferta, a colaboração com uma instituição, pode acontecer daquilo que está me sobrando ou de forma esporádica. O Dízimo não. É compromisso fiel. Não é daquilo que me sobra. É a décima parte de tudo aquilo que eu ganho, daquilo que eu consegui produzir. Por isso a expressão Dízimo: que quer dizer, a décima parte! Porém, na Igreja Católica, se diz: se você não consegue ainda devolver a décima parte, pode ser menos. Porém, seja comprometido o tempo todo.

Caríssimos, todos nós somos chamados a ser dizimista: o Papa, os bispos, os padres, os religiosos e religiosas, todas as lideranças, enfim, todos os fiéis: pois, todos somos Filhos amados de Deus. SEJAMOS DIZIMISTAS!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
— Para sempre seja louvado!

Dom Henrique Aparecido de Lima, C.Ss.R.

Bispo da Diocese de Dourados (MS)

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